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Conselho Regional de Psicologia Santa Catarina - 12ª Região



CDC/SC


Nos últimos vinte anos tem sido crescente o interesse da Psicologia brasileira, em especial por parte dos Conselhos de Psicologia, pelo tema da comunicação social. Esse interesse visou um conjunto de aspectos e ações ligadas à comunicação tanto no que diz respeito à compreensão dos processos de sua produção, quanto no que diz respeito à organização da sociedade para orientar os processos de comunicação. De um lado, pode-se observar atenção à formulação de propostas e iniciativas que garantam à sociedade a possibilidade de intervir nos processos de produção e circulação dos conteúdos e, por outro lado, foi focada a importância de apoiar processos de leitura crítica da mídia.

Com essa finalidade, desde 1997 ocorreu uma aproximação dos Conselhos de Psicologia em direção ao Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação. Desde 1992, o CFP passou a integrar a Comissão Executiva do FNDC, com forte interferência em seu funcionamento e direcionamento. Exemplos de iniciativas que tiveram forte participação das organizações da Psicologia é a realização de uma Conferência Nacional da Comunicação Social – CONFECOM, proposta inicialmente pelos representantes da Psicologia no FNDC.

Em consonância com esta perspectiva nacional, o Conselho Regional de Psicologia de Santa Catarina – CRP 12 tem participado ativamente dessa construção tanto no estado, quanto nas iniciativas de caráter nacional. No Anexo, é feita uma rápida apresentação de diferentes iniciativas tomadas em Santa Catarina, com o fim de oferecer subsídios para uma avaliação sobre a consistência da atuação da entidade nesse tema, o que poderá ser observado também em quase todos os demais conselhos regionais de Psicologia.

Importa ressaltar que o acúmulo de toda essa experiência colocou nossas entidades em condição de ir além do debate sobre a democratização da comunicação. Houve um amadurecimento também de nossos parceiros nesse espaço de luta social. Para além de criticar a manipulação da informação na sociedade brasileira e buscar produzir legislação para que isso seja superado, nossas entidades estão hoje em condições de discutir, propor e participar de um processo que coloque em prática os princípios defendidos para um processo de comunicação democratizado.

Sabemos hoje que é possível um processo de produção e circulação da informação que não esteja atrelado a algum interesse comercial ou parcelar da sociedade. Um processo que garanta sempre o contraditório na definição das informações. Um processo sobre o qual seja realizado controle social, sem que isso signifique interferência sobre a escolha do que vá ser comunicado, nem sobre o trabalho dos profissionais envolvidos na sua produção. Trata-se de produzir uma peça de contradição em meio aos atuais processos de comunicação marcados pelo monopólio e controle privado da comunicação. Um processo cuja simples existência sirva ao mesmo tempo para jogar luz sobre a manipulação da informação existente no país, para apontar a possibilidade de modos alternativos de tratar o tema e ainda oferecer a profissionais da Psicologia interessados no assunto uma possibilidade de compreensão sobre o impacto desse tipo de iniciativa sobre a constituição de sujeitos individuais e coletivos.

Conheça o histórico de luta do CRP-12 pela democratização da comunicação no país.

Outros documentos importantes:

- Aos proprietários dos meios de comunicação no Brasil

- A situação atual do FNDC - do descarrilamento à canibalização

- Aos profissionais de jornalismo e empresas de comunicação de todo o mundo